Por Maico Sullivan - @sullivanmaico
Algum tempo atrás um colega me procurou dizendo que estava com alguns
problemas financeiros e que precisava organizar melhor suas finanças, além de
planejar melhor seus gastos para começar a investir. Bom, o primeiro passo já
estava certo, ele reconheceu que precisava rever sua vida financeira.
Algumas horas conversando, organizando as informações em planilhas,
calculando, em fim; chegamos a algumas conclusões. Já sabíamos quais despesas
eliminar, quais podiam ser reduzidas ou trocadas por despesas mais saudáveis.
Agora precisávamos planejar os investimentos.
Nesse momento ele me pediu um tempo, precisava relaxar um pouco. Puxou
um cigarro e acendeu. A minha primeira pergunta foi:
- Você sabe que isso faz mal, não sabe?
- Sim – respondeu-me o guri.
- Mas não estou falando de saúde, estou falando que faz mal ao bolso.
Você sabia disso?
A resposta eu já sabia. Então perguntei quantas carteiras de cigarro
ele fumava por dia e quanto pagava em cada uma. Fiz um cálculo básico, levando
em consideração o valor pago em cada carteira, que era de R$ 3,00. O cálculo
seria multiplicar o valor gasto por dia com os cigarros pelos dias mensais
(nesse caso, fiz o calculo em ano comercial, ou seja, meses de 30 dias).
Destarte, o calculo é:
Valor mensal=R$6,00 X 30 dias = R$ 180,00/mês
Expliquei que a cada mês ele transformava R$ 180,00 em fumaça e que em
um ano esse valor chegava à R$ 2.160,00. Nesse momento ele sentiu uma forte dor
– no bolso. Perguntei então, há quanto tempo ele fumava; então ele disse que
fumava à 15 anos. Calculando, em 15 anos ele havia deixado de guardar R$
32.400,00.
Antes que ele pudesse cair para traz pedi que esperasse, porque a
coisa era pior do que aquilo. Se meu colega tivesse aplicado esse valor na
poupança – fazendo uma média chula de 0,57% ao mês, teria em 15 anos um
montante de R$ 56.266,38. Após ter dado essa notícia, expliquei que aquilo era
o custo de oportunidade que o cigarro havia lhe proporcionado. Além disso, havia
também as questões de saúde.
O que quero mostrar com o exemplo deste amigo, é que não são os
grandes gastos que geram caos as finanças de uma pessoa, mas sim os pequenos.
São os reais diários que, somados no final do mês, geram um pequeno montante
que aplicado e somado no final de um ano, podem ajudar e muito, no planejamento
de uma pessoa. Então, fica a dica!

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