Por Maico Sullivan
Sempre que converso com colegas e amigos sobre ISO, gestão da
qualidade, qualidade, processos, etc. vejo que há uma enorme confusão entre os
significados de qualidade e gestão de qualidade. Devemos entender que não se
trata da mesma coisa. Alias, elas quase não têm nada em comum. Isso por que uma
trata dos adjetivos, das características e a outra de processos.
Como assim?
Vamos partir primeiramente do significado de qualidade. Segundo o
Aurélio, pode-se dizer que qualidade é:
“Propriedade,
atributo ou condição das coisas ou das pessoas, que as distingue das outras e
lhes determina a natureza.”
Assim, podemos entender que qualidade é, simples e puramente, a
característica de determinado objeto, produto, serviço, pessoa, etc.. Destarte,
podemos dizer que tudo tem qualidade. Um produto em uma loja de $1,99 ou um
tênis Nike de $500,00 possuem qualidades. Até mesmo os produtos piratas possuem
determinada qualidade.
Já a Gestão de Qualidade lida com os processos, ou seja, com a
padronização do “como fazer”. Trata-se de um ciclo de planejamento,
organização, liderança, controle e feedback. A gestão de qualidade lida com a
padronização dos processos a fim de garantir que tudo seja feito de forma
igual, garantindo que o resultado final seja sempre o mesmo. Ao atingir este
estágio, a empresa está apta a buscar o selo de qualidade ISO. Destarte, não
quer dizer que o produto dela é bom ou não, quer dizer que ela faz as coisas da
mesma forma, padronizada, atingindo sempre os mesmos resultados.
Destarte, gestão da qualidade não garante que um produto tenha mais qualidade, assim como a ausência de um programa de gestão de qualidade não significa falta de qualidade. Ambas possuem significados diferentes e não possuem nenhuma relação.

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